1. O que são PIX e Open Banking?

  2. Quais os impactos das iniciativas

  3. Posicionamento estratégico dos grandes bancos







1 / O que são PIX e Open Banking?


- PIX


Com o objetivo de aumentar a eficiência e a competitividade do mercado de pagamentos de varejo no Brasil, o BC desenvolveu um novo meio de pagamento que ajudará no processo de digitalização do mercado brasileiro, chamado de PIX.


A nova modalidade permitirá a transferência instantânea de recursos e estará disponível 24/7, representando um grande avanço com relação a modalidades como DOC e TED. A iniciação de pagamentos se dará através de três formas: chaves únicas dos usuários (como telefone ou CPF), QR Codes (que podem ser estáticos ou dinâmicos) ou via tecnologias NFC (pagamento por aproximação).


Uma grande diferenciação do PIX será o seu baixo custo por transação, além da interoperabilidade entre diferentes bancos, o que significa que a experiência do pagador e do recebedor independerão de serem usuários de uma mesma instituição financeira.


Mas então é só um TED melhorado? Para a população em geral isso descreve bem a funcionalidade, mas para o setor de pagamentos, esse novo arranjo de pagamentos pode ter um impacto disruptivo, impactando empresas estabelecidas e possibilitando novos modelos de negócio.



- Open Banking


O Open Banking é uma tendência global do mercado financeiro e visa o compartilhamento de dados bancários mediante a aprovação do cliente, ou seja, é a transição de um modelo no qual os bancos são os donos dos dados gerados para outro no qual esses dados pertencem ao usuário. O modelo mais adotado, até o momento, envolve o uso de APIs para o compartilhamento seguro dessas informações entre diferentes instituições do setor financeiro, se assim desejar o cliente.



A motivação por trás dessa tendência é facilitar a oferta de serviços inovadores e melhores condições aos clientes finais, em decorrência de um aumento na competitividade no setor.


O início do Open Banking pode ser associado à revisão da regulação dos serviços de pagamento da União Europeia em 2015, que ficou conhecido como PSD2 (Payment Services Directive 2) e estabeleceu novas regras que promoviam a abertura dos dados bancários. O movimento ganhou mais força no Reino Unido onde, em 2016, os nove maiores bancos foram obrigados a permitir o acesso dos dados de clientes por outras empresas, chegando ao nível de cada compra e transação da conta.



Figura 1 - Estágio de Maturidade do Open Banking por país (fonte: The Paypers - Open Banking Report 2019)

No Brasil a regulamentação do Open Banking está inserida no contexto da agenda do Banco Central BC#, que busca a queda no custo do crédito, a modernização da lei e a eficiência no sistema, mirando a inclusão, a competitividade e a transparência. A regulamentação entra em vigor no final desse ano e está prevista para ocorrer em quatro fases, com término previsto para o final de 2021. Nessa mesma agenda consta a implementação do PIX.


2 / Quais os impactos das iniciativas


- Impactos do PIX

O primeiro impacto esperado será a substituição das transferência DOC e TED entre pessoas físicas. Apesar de não haver uma regulamentação sobre a cobrança de tarifas por parte de bancos e demais agentes, o BC estabeleceu o custo base de 1 centavo a cada 10 transações de forma a remunerar as entidades da cadeia, esta taxa é paga pela instituição financeira do recebedor.


E também, a instantaneidade e a facilidade de fazer transferências a partir da agenda do seu celular ao invés dos dados da conta bancária, levam a crer que essa substituição será adotada rapidamente. Além disso, os bancos serão obrigados a dar a mesma relevância das transferências convencionais para o PIX em seus apps.

Outro impacto que deve ser observado é a mudança nos hábitos de pagamentos entre pessoas e estabelecimentos comerciais. A simplicidade do arranjo em comparação com o de cartão de crédito, que envolve banco emissor, adquirente e bandeira, e seu baixo custo de operação, colocarão uma grande pressão para redução de custos do modelo atual.


Figura 2 - Fluxo de processos em um pagamento via cartão

Figura 3 - Arranjo do funcionamento do PIX

Para organizações fora do setor bancário, como as de varejo, a maior oportunidade está em reduzir o custo das transações em seus negócios, especialmente aqueles vinculados a pagamentos em cartão de crédito, como é o caso do e-commerce. Outra possibilidade discutida para o varejo físico é a opção de oferecer saques em espécie, gerando uma nova fonte de receita, além de baratear a gestão das cédulas.


Outro objetivo do BC com o PIX é possibilitar e encorajar novos modelos de negócio a partir do uso dessa plataforma. De partida, as e-wallets devem ganhar força, mas é esperado que surjam novos negócios como o de concessão de microcrédito, parcelamento e outros serviços associados ao pagamento, o que nos leva de volta à discussão sobre os impactos da adoção no Open Banking.


- Impactos do Open Banking


Para entender os possíveis impactos que podem emergir das novas regulações, podemos olhar para ambientes que já estão alguns passos à frente, como é o caso do Reino Unido, onde já é possível ver as primeiras aplicações das APIs abertas, os benefícios que se materializaram e o que ainda pode estar distante.


A fintech Revolut lançou um serviço de agregação de contas que permite usuários gerirem melhor suas finanças de maneira consolidada. Além disso, planeja desenvolver funcionalidades de movimentação dessas contas, embora ainda não seja um modelo monetizado. O objetivo neste momento é ser o canal de preferência dos usuários do serviço da fintech para lidar com suas finanças, em detrimento aos canais de bancos convencionais. Seguindo essa tendência grandes bancos, como o Barclays, desenvolveram a mesma funcionalidade em seus apps, permitindo a visualização de contas de bancos concorrentes em seus próprios canais


Já o HSBC afirma que com o Open Banking já está sendo possível ofertar crédito para clientes que, apesar de serem bons pagadores, por indisponibilidade de dados, ficavam fora do alcance do banco.


Outro movimento que vem sendo observado é o de parcerias entre fintechs e grandes instituições. Um exemplo é o da empresa alemã Finanzguru que, em parceria com o Deutsche Bank, desenvolveu uma solução de gestão de contratos que identifica pagamentos recorrentes de serviços, como de telefonia e academia. E, com base nessas informações, a empresa gera ofertas de serviços concorrentes e substitutos, mostrando que o impacto do Open Banking pode ir além do setor financeiro.


Apesar de já vermos algumas movimentações no setor, é importante notar que muitas das promessas do Open Banking para o consumidor final ainda não se concretizaram. A reticência na liberação de dados além do mínimo obrigatório, a lenta adoção pelo grande público e os riscos associados à privacidade de dados fazem com que o cenário adiante ainda seja de grandes incertezas. Com a regulação brasileira se aproximando, é o momento dos grandes bancos definirem como se adequarão a esse cenário.



3 / Posicionamento estratégico dos grandes bancos


Com a aproximação do Open Banking no país, os bancos tradicionais se veem em um momento de importantes definições estratégicas com relação a abordagem que adotarão frente a essa mudança.


Há duas importantes perguntas que os grandes bancos precisarão responder, e ambas estão relacionados ao nível de engajamento que eles terão frente a jornada do Open Banking, são elas:

  • Qual o nível de abertura que darei em meus canais internos para produtos de terceiros?

  • Qual o nível de disponibilização que darei aos meus produtos em canais externos?


Através do cruzamento dessas duas dimensões, é possível mapear as principais opções de posicionamentos estratégicos dos grandes bancos, conforme apresentado no framework a seguir.


É importante notar que os quatro direcionamentos estratégicos descritos abaixo não são mutuamente excludentes, ou seja, uma combinação entre eles pode ser o caminho a ser adotado por algumas instituições.



Tabela 1 - Framework de posicionamento estratégico para grandes bancos


Levantamos os principais pontos positivos e riscos associados a cada um dos posicionamentos apontados, sendo importante ressaltar que a decisão mais adequada depende das características específicas de cada instituição, sua base de clientes e seus direcionamentos estratégicos para o longo prazo.



Tabela 2 - Benefícios e Riscos de cada opção


Links interessantes:


Apresentação do Banco Central sobre plano de implementação do Open Banking no país

- BCB | Open Banking


Efeitos do Open Banking no Reino Unido

- Computer World | Open banking one year on: where are we?


Página oficial do PIX

- BCB | Banco Central do Brasil

- BCB | New regulation on open banking in Brazil


Vídeo: PIX e os impactos no sistema financeiro

YouTube | PIX e os impactos no sistema financeiro | com Carlos Netto


Atualizado em 30/09/20


Estados Unidos | Eleições 2020


Overview


Fonte: Pixabay

No dia 03 de novembro, os Estados Unidos decidirão quem será seu novo presidente. Joe Biden do Partido Democrata e ex-vice-presidente de Barack Obama, e Donald Trump do Partido Republicano e atual presidente dos EUA são os candidatos das eleições de 2020.




Desde janeiro de 2020, Joe Biden mantém a liderança contra Trump nas pesquisas nacionais. De acordo com o veículo Real Clear Politics, no dia 29/09, 49,4% dos eleitores registrados votariam no democrata, enquanto 43,3% apoiariam o republicano.


No entanto, mesmo que Joe Biden apareça à frente nas pesquisas, Trump ainda assim pode ser reeleito, mesmo perdendo nas urnas. Isso porque há duas características fundamentais nas eleições dos EUA e que se diferenciam do sistema eleitoral brasileiro. São elas: o voto não é obrigatório e a eleição é indireta.


O primeiro ponto por si só já implica em um tipo diferente de campanha, na qual os candidatos também precisam convencer os eleitores a participarem das eleições, principalmente os pouco mobilizados.


Já nas eleições indiretas, o eleitor vota em seu candidato na cédula, mas o voto serve para eleger um delegado, que é representante dos eleitores de sua unidade federativa e que irá fazer o voto no candidato conforme a decisão da população local.


O Colégio Eleitoral é composto de 538 delegados, distribuídos de forma proporcional à população de cada estado. E vence o candidato que conseguir 270 destes votos.


Outro ponto importante é o “winner takes all” (“o vencedor leva tudo”), em que o candidato que obtiver a maioria dos votos no estado leva todos os delegados, não importando a diferença percentual. Isso ocorre na maioria dos estados, com exceção dos estados de Nebraska e Maine, onde os votos podem ser divididos.


Portanto, nem sempre o candidato que recebe a maioria dos votos é o vencedor. Isso ocorreu, por exemplo: em 2016, quando a Hillary Clinton perdeu as eleições contra Donald Trump, mesmo com 3 milhões de votos a mais que o republicano; e em 2000, quando Al Gore perdeu para o George W., mesmo com 500 mil votos a mais.


A ideia de definir a Presidência por meio de votos indiretos surgiu no século 18 pelos "pais fundadores" dos EUA. Eles queriam impedir que os candidatos se concentrassem somente nos Estados maiores para conseguir a maioria dos votos, portanto negligenciaram suas campanhas em Estados menores.

Além disso, tinham medo que grandes grupos com interesses em comum violassem os direitos de outros cidadãos ou prejudicassem a nação como um todo. Chamavam de “tirania da maioria”.


Logo, por esses motivos que os criadores da Constituição 1787 rejeitaram a ideia de que o presidente fosse eleito pelo voto popular.


Economia, questões sociais norte-americanas e as relações internacionais dos EUA são temas decisivos para as eleições de 2020. A seguir, destacamos os principais impactos em cada um desses temas com foco no posicionamento, ações e planos dos dois candidatos.




Fonte:


Economia norte americana


A economia dos EUA sofreu sua pior contração neste segundo trimestre de 2020 desde a década de 40. Reflexo da pandemia que devastou empresas em todo o país e deixou milhões de americanos desempregados.


O Escritório de Análise Econômica dos Estados Unidos divulgou na quinta-feira (27/08) que o Produto Interno Bruto (PIB) revisado do segundo trimestre, anualizado, despencou 31,7% no trimestre passado.


Os sinais de desaceleração na economia também foram captados pelos pedidos semanais de seguro-desemprego. O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que o governo norte-americano gastou quase US$ 250 bilhões com o seu programa de seguro-desemprego desde o início de abril até o final de julho.


Segundo a Bloomberg, o fraco resultado dos Estados Unidos em conter o vírus indica que a economia do país provavelmente se recuperará mais lentamente do que lugares que fizeram um trabalho mais eficiente. Enquanto a pandemia durar sem vacina, a tendência é que a produção econômica permanecerá abaixo dos níveis pré-crise, deixando cicatrizes permanentes em muitas empresas e trabalhadores.


Contudo, como uma das respostas para a atual situação dos EUA, na quinta-feira (27/08) o Federal Reserve (Fed) – Banco Central dos Estados Unidos - revisou sua meta de inflação no longo prazo, buscando atingir uma inflação média acima de 2%, dado que fazem anos em que a inflação está abaixo do patamar de 2%. Com isso, a intenção do Fed é injetar dinheiro na economia, maximizar a criação de empregos e manter as taxas de juros baixas, entre 0% e 0,25%.


A campanha de Trump continua forte em temas relativos à economia, seguindo sua campanha de 2016. Como histórico, segundo a BBC, desde janeiro de 2017, os EUA criaram mais de 480 mil empregos no setor manufatureiro, embora analistas digam que o crescimento do setor está desacelerando e que as iniciativas não trataram de questões estruturais mais profundas.


Já Biden, propõe um pacote econômico de US$700 bilhões denominado “Build Back Better” (reconstruir melhor). O pacote, que busca atrair os eleitores de Trump, pretende investir em energias limpas, gerar mais empregos e aumentar o salário mínimo.



Fontes:


Questões sociais nos EUA


Além das questões econômicas, os EUA também vivem um momento delicado nas suas questões sociais. Após a morte de George Floyd no dia 25 de maio, os Estado Unidos vivenciam uma onda de manifestações contra a violência policial e o racismo. Mais de 2.000 protestos em todo território americano foram contabilizados nas duas semanas após a morte de Floyd.


No dia 23/08, na cidade de Kenosha, as mobilizações voltaram a ganhar força após o caso de Jacob Black, que foi baleado sete vezes por um policial. Black, negro de 29 anos, ficará com sequelas irreversíveis e paralítico.


Durante a nomeação formal de Trump como candidato republicano para as eleições de 2020 realizada nesta quinta-feira (27/08), centenas de manifestantes anti-Trump se reuniram em frente à Casa Branca. A pauta principal dos manifestantes era a violência policial e o racismo.


Já na sexta-feira (28/08), as ruas de Washington também foram tomadas por protestos que conjuntamente celebraram o 57° aniversário do discurso mais famoso de Martin Luther King: “Eu tenho um sonho, que, um dia, meus filhos pequenos viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”.


No dia 01/09, Donald Trump afirmou que Kenosha foi devastada por manifestantes contrários à polícia e prometeu ajudar os empresários locais para reconstruir empreendimentos destruídos durante os recentes protestos na cidade. Além dos US$ 42 milhões que o estado de Wisconsin receberá para reforçar a segurança na região, o presidente disse que enviará US$ 4 milhões em ajuda a esses pequenos empresários.


Segundo a BBC, enquanto Joe Biden, reagiu aos protestos dos últimos dias com críticas à violência policial, Trump e outros republicanos têm buscado reforçar a imagem dos protestos como foco de saques e depredações e em sua mensagem de "lei e ordem".



Fontes:


Suprema corte americana


No dia 18 de setembro, a juíza da Suprema Corte, Ruth Bader Ginsburg, morreu de câncer no pâncreas aos 87 anos. Sua morte agitou ainda mais o cenário político americano que conta com menos de dois meses para as eleições.


Trump anunciou neste sábado (26) sua candidata para nova juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos: Amy Coney Barrett, juíza nascida na Louisiana em 1972 e membro do Tribunal de Apelações do 7º Circuito de Chicago, cargo federal para o qual foi nomeada pelo próprio Trump em 2017.


Após o anúncio de Trump, os candidatos democratas à Presidência e a Vice-Presidência, Joe Biden e Kamala Harris, criticaram o plano de Trump para preencher rapidamente a vaga da Suprema Corte.


Grande parte das reclamações dos democratas são motivadas pelo entendimento bipartidário que, em caso de morte de um juiz durante o último ano de mandato de um presidente, a escolha deveria acontecer somente após as eleições.


Vale lembrar que em 2016, após a morte de Antonin Scalia, Obama indicou Merrick Garland para a Suprema Corte de Justiça. A votação, no entanto, foi bloqueada pelo líder da maioria republicana no Senado, Mitch MacConnell.


A indicação se tornou o centro da disputa eleitoral, já que o equilíbrio ideológico do tribunal é crucial para decisões sobre as questões legais mais importantes dos Estados Unidos. Agora a corte passa a contar com 5 juízes conservadores e 3 liberais.


O processo de nomeação de ministros à Suprema Corte ocorre de forma similar à forma que é feita no Brasil, pois é de responsabilidade do presidente da República a indicação e o Senado vota para confirmar ou rejeitar a escolha.



Fontes:



Política externa norte americana


Em relação à política externa dos Estados Unidos, no início do ano, dia 02/01, Qassem Soleimani foi morto por um ataque de drones americanos em Bagdá, Iraque. Soleimani, 62, era chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, designada pelos EUA, pela ONU e pela UE como uma organização terrorista.


A ordem veio do presidente Donald Trump e o Pentágono afirmou que o objetivo foi deter planos de futuros ataques iranianos. Quanto a isso, alguns democratas criticam a decisão de Trump e tentam definir se é uma “ação de guerra” ou uma represália contra um terrorista.


Em relação à China, os EUA ordenaram o fechamento do consulado Chinês em Houston, Texas no dia 22/07. O comunicado oficial foi dado pelo Departamento de Estado americano com a justificativa de proteger a propriedade intelectual e as informações americanas.


Em retaliação ao comunicado americano, A China ordenou no dia 24/07 o fechamento do consulado dos Estados Unidos na cidade de Chengdu, no sudoeste do país.


Já o aplicativo Tiktok, controlado pela empresa chinesa ByteDance, sofreu com o decreto baixado por Trump no dia 06/08, o qual proíbe qualquer tipo de transação com o aplicativo e sua controladora. A ação foi motivada pelo receio de que a empresa entregasse dados de usuários às autoridades chinesas.


No entanto, segundo o The Wall Street Journal, neste domingo (13/09) a Oracle assumirá a operação do app TikTok nos Estados Unidos. A companhia americana será uma "provedora confiável de tecnologia" e deve assumir o gerenciamento dos dados de usuários do aplicativo nos EUA, viabilizando sua utilização em território norte americano.


Vale relembrar que, em outubro de 2018, a Bloomberg Businessweek publicou uma importante matéria sobre espionagem industrial: “Como a China usou um minúsculo chip para se infiltrar nas empresas dos EUA”. De acordo com o artigo, agentes do Exército de Libertação Popular da China instalaram microchips em placas-mãe fabricadas na China e vendidas pela Supermicro, nos Estados Unidos. Com isso, espiões chineses conseguiam acessar ilegalmente servidores de mais de 30 empresas americanas, incluindo a Apple e a Amazon.


Ambos os partidos pretendem manter ações contra a China. Trump, mais rígido, pretende proteger fabricantes nacionais e oferecer benefícios fiscais para que empresas americanas retirem suas fábricas do país asiático. Já Biden, segundo a revista Foreign Affairs, propôs formar uma coalizão internacional com outras democracias que a China "não poderá ignorar".


Fontes:


COVID-19 nos Estados Unidos


Com mais de 7 milhões de casos de covid-19 e mais de 205 mil mortes, os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia do novo coronavírus no mundo. Uma das mais recentes respostas à pandemia feita pelo presidente Donald Trump foi o anúncio, feito no dia 23/08, da expansão do tratamento do novo coronavírus, o qual envolve plasma sanguíneo doado por pessoas recuperadas da COVID-19.


A agência do governo americano que regula alimentos e medicamentos (FDA) liberou no domingo o uso desse tratamento em determinados pacientes. Segundo a matéria da Infomoney, a mudança facilita a aplicação, embora os estudos para provar seus benefícios ainda não tenham sido concluídos.


Com as eleições chegando, o presidente deseja acelerar o período de testes da vacina desenvolvida no Reino Unido e quer que as autoridades sanitárias concedam a “autorização de uso de emergência” em outubro para a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford.




Fontes:





Atualizado em 13/08/20


Economia Nacional


Dívida Pública


Como era de se esperar, a dívida pública nacional teve uma expressiva subida devido a todos gastos direcionados à contenção da pandemia no país e de seus efeitos na economia e na sociedade. Segundo o Banco Central (BC), na sexta feira (31/07) a dívida pública alcançou 85,5% do PIB e, segundo as estimativas da equipe econômica, a dívida bruta brasileira pode chegar a 100% do PIB brasileiro no final de 2020.


De acordo com a Reuters, o Brasil poderá conviver sem grandes problemas com esse alto percentual de dívida pública em relação ao PIB pois a dívida atrelada ao câmbio estrangeiro é inferior a 3%, e a taxa básica de juros (Selic) está no seu menor patamar histórico (2%). O que convém com o fato de que, como as eleições de 2022 se aproximam, medidas de austeridade para contenção da dívida seriam mais improváveis.



Fonte: Banco Central


Fontes:


Reforma Tributária


A primeira parte da reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso no dia 21/07 propõe a unificação de dois tributos federais, o PIS/Pasep e o Cofins, em um só. Este novo tributo se chamará Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com uma alíquota de 12% e um regime não cumulativo.


Essa proposta gerou um desconforto imediato no setor de serviços, o qual sofreria com um aumento na sua tributação devido a uma menor cadeia de valor (e consequentemente menor crédito tributário). Contudo, vale destacar que o regime tributário Simples Nacional, que possui uma alíquota menor, será mantido integralmente e continuará atendendo às micro e pequenas empresas.


Fonte:


Privatizações


Na quarta feira (06/08) o ministro Paulo Guedes afirmou que o governo irá propor nos próximos 60 dias a privatização de três a quatro grandes empresas públicas. Contudo, nesta terça feira (11/08) os secretários especiais de Desestatização e Privatização, José Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão, justificada pela morosidade nas privatizações e no andamento da reforma administrativa.


Vale relembrar que, em agosto de 2019, o governo divulgou uma lista de 17 potenciais empresas estatais a serem privatizadas, a seguir segue um status do andamento dessas privatizações:


Fontes:


Guerra Comercial


Fonte: Trade War Vetores por Vecteezy


No mês de maio, o congresso da China aprovou uma nova lei de segurança sobre Hong Kong que, segundo a BBC, torna criminoso os atos de secessão (romper com o país), subversão (minar o poder ou a autoridade do governo central), terrorismo (usar violência ou intimidação contra pessoas) e conluio com forças estrangeiras ou externas. De acordo com o site Suno Notícias, para o presidente Trump, a decisão viola as liberdades essenciais da cidade semi-autônoma, que protagoniza protestos pró-democracia, com apoio dos Estados Unidos.


Na sexta feira (07/08) o governo americano impôs sanções a autoridades chinesas e de Hong Kong. Uma dessas autoridades foi a presidente-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, nomeada por Pequim. Em retaliação aos Estados Unidos, a China, nesta segunda feira (10/08) também impôs sanções a 11 cidadãos norte-americanos, dentre eles senadores, deputados e integrantes de organizações não-governamentais.


E também, das muitas frentes geradas na Guerra Comercial entre os Estados Unidos e a China, nesta quinta feira (06/08), o presidente americano Donald Trump assinou dois decretos para banir os aplicativos TikTok e o WeChat do país. Alegando que esses aplicativos ameaçam a segurança nacional, acusando-os de serem ferramentas de espionagem.


Fontes:


Economia Global - PIB 2T2020



Fonte: Mapa Mundi por Vecteezy


O segundo trimestre de 2020 demonstrou fortes contrações econômicas decorrentes da crise sanitária do novo coronavírus. O PIB da zona do euro teve uma contração de 12,1% em comparação ao primeiro trimestre de 2020. A previsão feita em junho pelo do Banco Central Europeu (The European Central Bank) é de uma queda do PIB de 8.7% para 2020.


Nos Estados Unidos, a queda no 2T2020 foi de 9,5% em comparação ao primeiro trimestre, gerando uma retração no PIB anualizado de 32,9%. Segundo uma entrevista feita pela Bloomberg com um economista sênior da Capital Economics, uma recuperação contínua em formato de “V” é improvável.


Já na China no 2T2020 teve um crescimento no seu PIB de 11,5% em comparação ao primeiro trimestre, e de 3,2% em comparação ao segundo trimestre do ano anterior. Esse crescimento foi alavancado pela retomada dos indicadores chineses de produção industrial do mês de junho, que tiveram um crescimento de 4,8% em comparação ao mesmo período do ano passado.


Fontes:


Status Vacinas

Status do desenvolvimento de vacinas para o COVID-19. Fonte: The New York Times


Nesta terça feira (11/08) recebemos da Rússia uma das notícias mais aguardadas do ano - a aprovação de uma vacina para uso em massa na população. Batizada de Sputnik V, em homenagem ao primeiro satélite artificial feito pela União Soviética durante a Guerra Fria, essa nova vacina produzida pelo Instituto Gamaleya com parceria com o Ministério da Defesa da Rússia gerou grande desconfiança da comunidade científica internacional, pelo fato de que não há evidências publicadas dos resultados dos testes da 3ª fase. O grande receio é que o prestígio internacional tenha se sobreposto ao rigor científico necessário para contornar a pandemia.


Das vacinas mais avançadas, a que fica em destaque é a que está sendo elaborada pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, que está na 3ª fase de testes. Destaca-se também uma vacina produzida pela CanSino Biologics que já foi aprovada exclusivamente para aplicação no exército chinês, contudo ela ainda se encontra na 3ª fase de testes.


Fonte: